Financiamento com entrada, financiamento sem entrada ou consórcio: qual é a diferença?

Financiamento com entrada, financiamento sem entrada ou consórcio: qual é a diferença?


Na hora de comprar uma moto zero-quilômetro, é comum surgir a dúvida: vale mais a pena fazer um financiamento com entrada, tentar um financiamento sem entrada ou escolher um consórcio de moto?

As três opções podem ajudar na compra de uma Honda, mas funcionam de maneiras diferentes. O financiamento costuma permitir a retirada da moto depois da aprovação do crédito e da conclusão da compra. Já no consórcio, é necessário aguardar a contemplação por sorteio ou lance.

Além disso, cada modalidade possui custos, prazos, exigências e impactos diferentes no orçamento.

Neste artigo, você entenderá como funciona cada alternativa, quais são as principais diferenças e o que analisar antes de escolher a melhor forma de comprar uma moto.

Como funciona o financiamento de moto?

O financiamento de moto é uma operação de crédito utilizada para comprar o veículo de forma parcelada.

Depois que o financiamento é aprovado, a instituição financeira paga o valor acordado à concessionária. O cliente recebe a motocicleta e passa a pagar as parcelas mensais previstas no contrato.

Durante o financiamento, a moto fica alienada à instituição financeira. Isso significa que o veículo funciona como garantia da dívida até a quitação do contrato.

O financiamento pode incluir:

·         valor da motocicleta;

·         entrada, quando houver;

·         saldo financiado;

·         taxa de juros;

·         Imposto sobre Operações Financeiras;

·         tarifas previstas no contrato;

·         seguro, quando contratado;

·         quantidade e valor das parcelas;

·         Custo Efetivo Total.

Antes de assinar, é fundamental analisar o valor total que será pago e não apenas verificar se a parcela cabe no orçamento.

O que é financiamento de moto com entrada?

No financiamento de moto com entrada, o cliente paga uma parte do valor do veículo no início da compra. O restante é financiado e dividido em parcelas.

Por exemplo, se a motocicleta custa R$ 20 mil e o cliente oferece R$ 5 mil de entrada, o financiamento será feito sobre o saldo restante, acrescido dos custos previstos no contrato.

Uma entrada maior pode contribuir para:

·         reduzir o valor financiado;

·         diminuir as parcelas;

·         reduzir o prazo do contrato;

·         diminuir o custo total dos juros;

·         aumentar a possibilidade de aprovação;

·         facilitar a adequação da parcela à renda.

O resultado depende das condições oferecidas pela instituição financeira. Por isso, é importante comparar diferentes valores de entrada na simulação.

Quanto dar de entrada em uma moto?

Não existe um único valor de entrada adequado para todos os clientes.

A entrada ideal depende de:

·         preço da motocicleta;

·         renda mensal;

·         valor disponível;

·         prazo desejado;

·         taxa de juros;

·         despesas fixas;

·         reserva financeira;

·         valor de parcela que cabe no orçamento;

·         resultado da análise de crédito.

Dar uma entrada maior pode reduzir o custo do financiamento, mas não é recomendável utilizar todo o dinheiro disponível e ficar sem nenhuma reserva.

Além da parcela, o proprietário poderá ter gastos com:

·         documentação;

·         seguro;

·         combustível;

·         capacete e equipamentos;

·         revisões;

·         manutenção;

·         estacionamento;

·         acessórios;

·         impostos.

Faça a escolha considerando todos os custos de manter a motocicleta, e não somente o valor necessário para sair da concessionária.

É possível financiar uma moto sem entrada?

Sim, pode ser possível realizar um financiamento de moto sem entrada, mas essa condição não está disponível ou garantida para todos os clientes.

A aprovação depende da análise da instituição financeira e pode considerar fatores como:

·         renda comprovada;

·         histórico de pagamentos;

·         score de crédito;

·         relacionamento com instituições financeiras;

·         valor da motocicleta;

·         quantidade de parcelas;

·         existência de outras dívidas;

·         comprometimento da renda;

·         dados cadastrais.

No financiamento sem entrada, o valor financiado é maior. Isso pode resultar em parcelas mais altas e em um custo total superior quando comparado a uma operação com entrada.

A instituição também pode aprovar um valor menor do que o necessário para financiar toda a motocicleta. Nessa situação, o cliente precisará oferecer uma entrada para completar a compra.

Quais são as vantagens do financiamento sem entrada?

A principal vantagem é não precisar utilizar uma quantia elevada no início da compra.

Essa opção pode ser interessante para quem:

·         precisa da moto para trabalhar;

·         não possui o valor da entrada;

·         deseja preservar parte da reserva financeira;

·         consegue assumir a parcela com tranquilidade;

·         recebeu uma condição de crédito adequada.

Por outro lado, o financiamento sem entrada exige uma análise cuidadosa. Como todo o valor da motocicleta pode ser financiado, o cliente tende a pagar juros sobre um saldo maior.

Ter a proposta aprovada não significa automaticamente que ela seja a melhor para o orçamento.

Financiamento sem entrada tem parcelas mais altas?

Normalmente, financiar um valor maior tende a aumentar a parcela ou exigir um prazo mais longo.

Entretanto, o valor final depende de diversos fatores:

·         preço da moto;

·         taxa de juros;

·         prazo;

·         perfil de crédito;

·         valor aprovado;

·         condições comerciais;

·         produtos adicionais contratados.

Uma parcela aparentemente baixa também pode estar associada a um prazo maior. Nesse caso, o custo total pode aumentar.

Sempre peça uma simulação completa com o valor da parcela, o prazo, a taxa, o CET e o total que será pago.

O que é CET no financiamento?

CET significa Custo Efetivo Total.

Esse indicador reúne os custos da operação de crédito, incluindo juros, tributos, tarifas e outras despesas previstas no contrato.

Duas propostas podem apresentar parcelas semelhantes e custos totais diferentes. Por isso, o CET é uma das informações mais importantes na comparação entre financiamentos.

Antes de contratar, verifique:

·         taxa mensal;

·         taxa anual;

·         Custo Efetivo Total;

·         quantidade de parcelas;

·         valor de cada parcela;

·         valor total financiado;

·         total pago ao final;

·         seguros e serviços incluídos;

·         condições para antecipação.

A antecipação de parcelas pode proporcionar redução proporcional dos juros futuros, conforme as regras aplicáveis.

Como funciona o consórcio de moto?

O consórcio de moto é uma modalidade de compra planejada.

Os participantes de um grupo realizam pagamentos mensais para formar uma poupança coletiva administrada por uma empresa autorizada. Ao longo do plano, os consorciados podem ser contemplados por sorteio ou lance.

Quando é contemplado e cumpre as exigências previstas, o participante recebe o crédito para adquirir o bem.

Diferentemente do financiamento, entrar no consórcio não significa retirar imediatamente a motocicleta.

A contemplação pode acontecer:

·         por sorteio;

·         por lance livre;

·         por lance fixo, nos planos que oferecem essa modalidade;

·         por outras modalidades previstas no contrato.

As regras variam conforme o grupo e o plano contratado.

Consórcio de moto tem juros?

O consórcio não possui juros como os cobrados em um financiamento. Entretanto, isso não significa que o cliente pagará apenas o preço atual da motocicleta.

A parcela pode incluir:

·         fundo comum;

·         taxa de administração;

·         fundo de reserva, quando previsto;

·         seguro, quando contratado;

·         outros valores definidos no contrato.

O valor da carta de crédito e das parcelas também pode ser atualizado de acordo com o preço do bem de referência ou com o critério previsto no regulamento.

Antes de contratar, verifique o custo total estimado, a taxa de administração, o prazo e as regras de reajuste.

O que é contemplação no consórcio?

A contemplação no consórcio é o momento em que o participante conquista o direito de utilizar o crédito, desde que cumpra as exigências da administradora.

Ela pode acontecer por sorteio ou lance.

Mesmo depois da contemplação, podem ser solicitados:

·         documentos pessoais;

·         comprovantes de renda;

·         análise cadastral;

·         garantias;

·         informações do vendedor;

·         documentos da motocicleta;

·         regularização de parcelas;

·         outros requisitos contratuais.

A contemplação não significa necessariamente o recebimento do valor em dinheiro na conta. O crédito é utilizado conforme as regras do consórcio para aquisição do bem.

Como funciona o lance no consórcio?

O lance é uma oferta realizada pelo consorciado para tentar antecipar a contemplação.

Em geral, quanto maior for o lance em relação aos critérios do grupo, maiores podem ser as possibilidades de contemplação. Entretanto, o resultado depende dos recursos disponíveis e das ofertas apresentadas pelos demais participantes.

Não existe garantia de contemplação apenas porque um lance foi oferecido.

Antes de ofertar, verifique:

·         modalidades disponíveis;

·         percentual do lance;

·         origem do valor;

·         prazo para pagamento;

·         forma de pagamento autorizada;

·         efeito do lance nas parcelas;

·         resultado das assembleias anteriores;

·         saldo devedor da cota.

Nos planos que permitem lance embutido, parte do próprio crédito pode ser utilizada na oferta. Isso reduz o valor que ficará disponível para a compra do bem.

Qual é a diferença entre financiamento e consórcio?

A principal diferença está no momento em que a motocicleta pode ser adquirida.

No financiamento, após aprovação e formalização da compra, o cliente normalmente recebe a moto e começa a pagar as parcelas.

No consórcio, o participante precisa ser contemplado antes de utilizar o crédito.

Veja as principais diferenças:

Financiamento

·         permite a aquisição mais imediata;

·         depende da análise de crédito;

·         possui cobrança de juros;

·         pode exigir entrada;

·         a moto fica alienada até a quitação;

·         parcelas e condições são definidas no contrato;

·         é indicado para quem precisa da moto em curto prazo.

Consórcio

·         é uma modalidade de compra planejada;

·         depende de contemplação;

·         não cobra juros de financiamento;

·         possui taxa de administração;

·         pode ter fundo de reserva e seguro;

·         permite oferta de lance;

·         o crédito e as parcelas podem ser atualizados;

·         não garante uma data exata para receber a moto.

Financiamento ou consórcio: qual vale mais a pena?

A resposta depende da sua necessidade.

O financiamento de moto pode valer a pena para quem:

·         precisa da motocicleta rapidamente;

·         utiliza a moto para trabalhar;

·         foi aprovado em uma condição adequada;

·         consegue pagar as parcelas;

·         entende e aceita o custo dos juros;

·         possui entrada ou recebeu aprovação sem entrada.

O consórcio de moto pode valer a pena para quem:

·         pode planejar a compra;

·         não precisa receber a moto imediatamente;

·         deseja evitar juros de financiamento;

·         consegue aguardar a contemplação;

·         pretende formar recursos para um lance;

·         entende as taxas e os reajustes do plano.

Nenhuma opção é melhor para todas as pessoas. O importante é escolher a modalidade que combina com o prazo, o orçamento e a necessidade de uso.

Financiamento com entrada ou sem entrada: qual é melhor?

O financiamento com entrada tende a reduzir o saldo financiado e pode diminuir o custo total.

Já o financiamento sem entrada preserva o dinheiro inicial, mas normalmente envolve um saldo maior. Isso pode elevar a parcela ou aumentar o prazo.

Para comparar corretamente, solicite duas simulações com:

·         mesma motocicleta;

·         mesmo prazo;

·         mesma data;

·         produtos adicionais equivalentes;

·         valor total pago;

·         Custo Efetivo Total.

Não compare apenas o valor mensal. Uma parcela menor pode esconder um contrato mais longo e mais caro.

Posso usar minha moto usada como entrada?

Sim, a moto usada pode ser avaliada pela concessionária e o valor aprovado pode ser utilizado como parte da entrada na compra de uma Honda zero-quilômetro.

A avaliação pode considerar:

·         marca e modelo;

·         ano de fabricação;

·         quilometragem;

·         estado de conservação;

·         pneus;

·         parte mecânica;

·         documentação;

·         histórico;

·         existência de financiamento;

·         procura pelo modelo no mercado.

Se a moto usada ainda estiver financiada, será necessário verificar o saldo devedor e as condições para quitação ou negociação.

O valor desejado pelo proprietário pode ser diferente do valor comercial oferecido na avaliação.

Como saber qual parcela cabe no orçamento?

A parcela precisa ser analisada junto com as outras despesas mensais.

Considere:

·         aluguel ou prestação da moradia;

·         alimentação;

·         água, energia e internet;

·         outros empréstimos;

·         cartão de crédito;

·         combustível;

·         seguro;

·         manutenção da moto;

·         reserva para imprevistos.

Evite escolher o maior valor de parcela que a renda permite. Um orçamento muito apertado pode se tornar um problema diante de qualquer gasto inesperado.

Faça uma simulação realista e considere se ainda haverá margem financeira depois do pagamento.

O que analisar antes de comprar uma moto parcelada?

Antes de decidir, faça as seguintes perguntas:

·         Preciso da moto imediatamente?

·         Tenho dinheiro para dar entrada?

·         Quero preservar minha reserva financeira?

·         Consigo aguardar a contemplação?

·         Pretendo oferecer um lance?

·         Qual é o valor total da operação?

·         Qual é o CET do financiamento?

·         Qual é a taxa de administração do consórcio?

·         Como funcionam os reajustes?

·         A parcela continuará cabendo no orçamento?

·         Tenho outras dívidas?

·         Quanto gastarei para manter a moto?

Responder a essas perguntas ajuda a evitar uma decisão baseada somente na emoção ou no valor anunciado da parcela.

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Na Hiuri Motos Honda, você pode conhecer os modelos disponíveis e solicitar simulações de diferentes formas de compra.

Nossa equipe pode apresentar opções de:

·         financiamento com entrada;

·         financiamento sem entrada, sujeito à aprovação;

·         Consórcio Honda;

·         pagamento à vista;

·         utilização da moto usada na troca.

As condições dependem do modelo, da instituição responsável, da análise de crédito, do estoque e das campanhas vigentes.

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